sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015 |

Você já idealizou alguém?

Você já idealizou alguém?

Você já nutriu os sentimentos mais nobres, altruístas, idôneos e platônicos por uma pessoa em especial?

Você já se dedicou única e inteiramente a ela, tornando-a responsável até mesmo por seu desejo de viver?

Você já pôde identificar sinais comportamentais de que era correspondido, mas que estes mesmos sinais eram questionáveis por conta de outros comportamentos que também eram, por sua vez, ambíguos?

Você já se surpreendeu questionando se seria capaz de morrer por ela e deduzir que sim, morreria sem titubear?

Você já fez inúmeras juras e promessas das quais se arrepende até hoje de haver feito?


Você já a declarou como sendo sua propriedade, mesmo que isto não tenha sido acertado oficialmente entre ambos?

Você já se esforçou o máximo para agradar, e notou que todo esse esforço não foi merecedor de reconhecimento?

Você já se sentiu na obrigação de ter que fazer algo contra a aprovação, mesmo que isto não fosse da sua conta, apenas para mostrar que se importava e a apoiava?

Você já se viu corroído pelo ciúme e fazendo inúmeras suposições e especulações? Procurando pistas, procurando suspeitos, procurando jogadas e não conseguindo sequer dormir por consequência disso?

Você já foi acometido de doenças que tiveram como agravante a sua situação emocional/psíquica e desfavorável para recuperação?

Você já foi afetado em sua carreira profissional e/ou discente por não dedicar-se mais da mesma forma que antes, e passar a ocupar todo o tempo que dispunha com ela?

Você já relevou uma infinidade de humilhações, testes e crises emocionais, apaziguou escândalos, expôs-se ao ridículo, cedeu às pressões sociais e calou-se para que isto não perdurasse por mais tempo?

Você já rejeitou conselhos, se afastou, pôs em segundo plano, ou cortou relações com família, amigos e pessoas de sua confiança por intermédio dela?

Você já perdeu as contas de quantas idas e vindas essa pessoa já fez em sua vida? E que, a cada uma dessas visitas inesperadas, tudo viria à tona e voltaria por água abaixo?

Você já se recusou a crer que ela seria perfeitamente capaz de traí-lo, abandoná-lo, ou decepcioná-lo a qualquer momento?

Você já quis se retratar, se desculpar, ou se reaproximar oferecendo uma infinidade de presentes e gentilezas mesmo que não houvesse feito nada de errado?

Você já se submeteu aos tratamentos estéticos, recorreu à obtenção de bens materiais, ou fez e adquiriu quaisquer coisas que estivessem fora do seu alcance ou não o agradassem somente para reafirmar o apreço, a estima e a permanência daquela pessoa por você e com você?

Você já fez vista grossa aos impulsos e comportamentos daquela determinada pessoa que antagonizavam totalmente com os seus princípios?

Você já fez sacrifícios de deixar coisas mais importantes de lado somente para estar presente, fazer favores, prestar labores, tomar as dores, e sofrer dissabores por ela?

Você já se portou mal, tomou alguma medida drástica, cometeu algum ato impensável ou determinada atitude vergonhosa e ainda se tornou motivo de escárnio dela depois disso?

Você já se conformou, se conteve, se submeteu, se rebaixou, e finalmente chegou ao fundo do poço por causa dela? Você já cogitou a possibilidade até mesmo de desistir da sua vida? Vida esta que, anteriormente, você seria capaz de abdicar em benefício dela?

Você já considerou a possibilidade de que, o seu egoísmo obsessivo e prejudicial por ela, não era necessariamente correspondido da parte dela por você, porque na realidade era correspondido da parte dela por ela própria?

Você provavelmente espera que nesta primeira e última frase afirmativa deste texto, eu lhe dê uma solução para que você possa superar tudo isso, ou para que nunca mais se repita novamente. Porém, eu lhe pergunto:

Você já tentou começar a fazer tudo exatamente ao contrário do que já havia feito anteriormente?

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