sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015 |

apenas uma análise crítica

Permitam-me apresentar meus conceitos no que se refere aos setores menos favorecidos de nossa sociedade assustadoramente desigual e de nosso sistema repleto de lacunas.
Desde a tenra idade, o ser humano, instintivamente, tem a sua necessidade por sobrevivência. E, não importando os meios, seja por influência da mídia ou por ações/exemplos de pessoas próximas, ensino secular ou quaisquer outros recursos de aprendizagem, este indivíduo em foco compreende que ações como o homicídio e o furto, por exemplo, são práticas invariavelmente abomináveis. Independente do perímetro social do qual o indivíduo esteja inserido, do ambiente familiar ao qual ele pertença, ou de qualquer outro local em ele coabite, este mesmo indivíduo sabe que tais atos são condenáveis e passíveis de penas legais de acordo com a constituição vigente.
Evidentemente, existem pessoas que não tiveram a mesma oportunidade que outras, mas isto não justifica de forma alguma o raciocínio de não haver nenhuma outra alternativa louvável para o mesmo garantir a sua sobrevivência. Sou a favor do pensamento de que, qualquer tipo de trabalho pode perfeitamente ser considerado honesto e é o supra sumo da dignidade de um ser humano, independente das mordomias atribuídas a ele. Cabe ao indivíduo não se dar por vencido quanto às limitações que o próprio sistema impõe, e lutar para reverter a sua situação. Sempre há outra alternativa que não seja a da criminalidade, daí qualquer criatividade e perseverança são ferramentas imprescindíveis nessas situações, basta almejar com afinco e arriscar. Sem querer menosprezar ou parecer presunçoso, desejo que todos os cidadãos que estejam em uma situação mais favorecida se comparados aos descritos acima, e que direta ou indiretamente estão, assim como eles ou por meio deles, a mercê das consequências de uma sociedade cada vez mais egoísta, violenta e marginalizada, possam partilhar do pensamento de que todos nós, temos por obrigação prover meios para que essa situação mude, sem acepções ou favoritismos, meios esses que façam jus e se enquadrem ao dito provérbio de sabedoria popular: ''Não basta dar o peixe, é necessário ensinar a pescar.''
Barrigas não ficam cheias para sempre com esmolas, é preciso mais do que isso. O ato de se comover não é nem mesmo o mínimo do que você pode fazer. O problema deve ser resolvido diretamente na fonte, que vai desde as urnas eletrônicas até pequenos sacrifícios pessoais de doação de tempo, talentos e outras ações nobres provenientes da caridade que existe em nós, seres humanos, instintivamente. Ande pela cidade e olhe ao seu redor: Existe um mal que aflige a todos nós. Pessoas estão sofrendo, outras não compreendem o valor que uma vida tem, outras se acomodam em pleno caos.

O que você já fez para reverter essa situação hoje?

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