biblia
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão (e a honra).
1 Timóteo 6:10-11
1 Timóteo 6:10-11
Inversão de papéis em um dueto contraditório
Quando empreendemos uma regressão aos fatos históricos, tenham sido estes registrados em escritos, gravações, fotografias, ou quaisquer outros recursos, marcos e evidências que pudessem ser recolhidos e datados de acordo com seus respectivos meios da época, nos deparamos com uma infinidade de evoluções pelas quais a civilização humana foi submetida. Ressaltando alguns comportamentos de ambos os gêneros em épocas passadas, e os comparando com comportamentos da nossa realidade atual, as constatações são, no mínimo, assustadoras. Houve uma grave inversão comportamental no geral, inversão esta que não é justificável apenas pelas mudanças sofridas com o passar dos anos como já é de se esperar do mundo em que vivemos.
Essa tal inversão não se limitou apenas às mudanças de postura, fala, expectativas, ambições, rentabilidade, e outros comportamentos. Houve também uma mudança de valores, tornando as atitudes que eram de se esperar por parte de um dos gêneros como sendo retrógradas, e consequentemente tornando também as atitudes esperadas por parte do outro gênero como mais atrativas, adequadas e convenientes do que as anteriores para o outro gênero, desarmonizando, antagonizando, e desorientando assim, os comportamentos influenciados por fatores genéticos, instintivos, culturais e hereditários.
Enfim, essa dita inversão nos faz questionar sobre o que realmente aconteceu, quais as consequências provenientes disso, e se, será que foi realmente melhor que tal acontecimento tenha sido infligido aos gêneros masculino e feminino?
Ainda que essa mudança tenha se espalhado e sido adotada por grande parte das culturas, ainda existe o conservadorismo daqueles que não adotam e não compactuam com o pensamento da maioria. Tal impasse, logicamente, gera certo conflito de identidades das quais sejam mais adequadas para se escolher aos respectivos sexos que ainda não adotaram uma identidade definitiva, por assim dizer. Daí, os homens deixam de agir de forma genuinamente e intuitivamente masculina, e passam a agir de forma mais aplicável e harmoniosa com o comportamento feminino, e vice-e-versa. Não estou me referindo ao percentual homoafetivo ou ao lesbianismo, embora estes estejam inclusos, como também sejam exceção, e tenham grande influência nas variações futuras neste quadro comparativo tracejado para a minha abordagem. Direciono a atenção especificamente aos héteros, e seus conflitos de aspectos comportamentais.
Atualmente, é possível notar-se, com um esforço mínimo até, em nosso cotidiano tudo aquilo que a inversão de papéis resultou, no geral: Os homens deixaram de transmitir e inspirar coragem, decisão, intrepidez, firmeza, pacificação, norteamento, impavidez, precaução, confiança, e outros atributos pacíficos, altruístas, resolutos, saudáveis, apaziguadores e almejáveis, para agir com sensibilidade emocional aguçada, instabilidade emocional excessiva, meiguice e pieguice, abdicação do orgulho benigno e orientador, sentimentalismo exacerbado, forçoso e enjoativo, que se frequente, torna-se incômodo até mesmo quando adotado pelas próprias mulheres. Em contrapartida, as mulheres, por possuírem genuinamente características comportamentais mais emotivas, instáveis e compassivas, quando optam por adotar características tipicamente masculinas, acabam por resultar em um grande desastre, desarmonioso, depreciativo, e pouco funcional.
Obviamente, existem características louváveis e perfeitamente possíveis de serem adotadas por ambos os sexos, benéficas para toda a humanidade. O empenho, a garra, a perseverança, a humildade, a caridade, a ambição saudável e a busca por melhores condições de vida, o desejo por tornar-se uma pessoa melhor a cada dia, dentre outras perspectivas que influenciam na construção de um mundo melhor para a nossa civilização, e para as gerações futuras.
Não foi à toa que a expressão “Hombridade” tivesse recebido como significado exatamente o ato de ser varonil, honesto, honrado, sincero e fiel.
Explorando novamente a questão relacionada aos períodos da história, a relação entre os gêneros já sofreu inúmeras e intensas mudanças, marcadas pela literatura, conhecimento empírico, dogmas religiosos, contos populares, simpatias, superstições, e tudo aquilo que compõe o caráter cultural das regiões dentre as eras. Houveram mudanças que foram mais marcantes do que outras, e a maioria, se não todas, giraram em torno de filosofias intituladas machistas ou feministas. Embora ambos os gêneros ainda façam alegações de que foram e/ou são mais ou menos favorecidos que os outros, para um expectador imparcial é fácil notar que ambos foram favorecidos e desfavorecidos com as mudanças. Isto é, ambos foram afetados, e o meio em comum ficou desequilibrado.
Quando a ambição pelo poder ultrapassa a autonomia, direito e liberdade de todo cidadão sem que isto afete negativamente o outro, o caos se instaura, as vezes até de forma sutil. O que é conveniente, benéfico e restringe-se egoisticamente a apenas um dos gêneros ou classe social, automaticamente entra em contradição com os Direitos Humanos, invalidando a seriedade com a qual esses interesses lidam dos seus assuntos e tornam questionáveis os parâmetros de como querem assim ser vistos. Analisando por essa perspectiva, nem toda opressão é, definitivamente, uma opressão. Assim como nem todo direito de liberdade é levado à risca e sem abusos por conta da libertinagem dos mesmos grupos, etnias ou gêneros que agem dessa forma. É óbvio que isto é, no mínimo, uma tremenda hipocrisia. Cultuar valores e alçar bandeiras apregoando a liberdade e o direito de ir e vir, munindo-se de recursos que ofendem aos demais cidadãos, e a família, que é a base constitucional e modeladora dos futuros cidadãos.
O mundo precisa de homens que sejam homens e de mulheres que sejam mulheres. O mundo precisa de meninos que se tornem homens, e de meninas que se tornem mulheres. Quaisquer alegações que deem a entender que isto não é necessário, são automaticamente desacreditadas por séculos de avanços das civilizações que obtiveram o seu progresso dos detentores dessas características.
O que podemos ter como verdade absoluta, é o fato de que os opostos se atraem. Quando o homem não age como mulher, e a mulher não age como homem, os dois se atraem sim, perfeitamente.
parasitismo
Empurrei a porta, joguei as chaves no criado-mudo, me joguei no sofá, e fui tirando os sapatos com os pés. À minha volta tudo é silêncio, e o criado-mudo é testemunha disso. O silêncio no meu apartamento só é interrompido por algum eventual intruso felino que pula do telhado vizinho direto pra minha janela sabe-se-lá-como. Ou em fins de semana, quando tenho tempo de tirar a poeira do aparelho de som e as cervejas acinzentadas do frigobar. O telefone toca, alguns amigos aparecem, algumas colegas dão as caras e mais algumas outras coisas também, daí acordam com camisas minhas que transformaram em pijamas. A visão è maravilhosa, e supera até a vista da sacada.
Café da manhã só quando o relógio não acusa o atraso pro trabalho. Então chega a segunda-feira, e a rotina não vem acompanhada da faxina. Sossego, silêncio, solidão, chame do que quiser. A verdade é que existem pessoas que gostam da solidão mais ou menos da mesma forma que outras pessoas gostam de determinadas estações do ano. Eu me dou muito bem sozinho, e o criado-mudo da minha sala também é testemunha disso. As únicas pessoas que não conseguem acreditar nisso ou conceber a ideia de morar sozinhas são as que levam o parasitismo muito a sério. Não existe teste mais eficaz e duradouro de independência, auto-suficiência e sobrevivência do que deixar a casa dos pais e ir viver no seu próprio canto. O acúmulo de responsabilidades e afazeres parece bobagem se for justificado pelo fato de não dever satisfações. Dever mesmo a partir de então, só as contas de água, luz e telefone. A modelagem de um espaço com a sua cara, seus gostos e suas manias que ninguém suporta bem ali, seguros e retidos nas suas paredes, que se falassem, não encheriam seus pais de orgulho. É claro que a correria semanal te rouba prazeres simples, como preparar uma comida não-enlatada pra variar, ou assistir o canal dos esportes no melhor estilo pés-apoiados-na-mesinha-cerveja-na-mão-e-no-último-volume, mas dá pra sobreviver. Afinal, desde o momento em que você acorda pra ir trabalhar ou estudar até o horário em que você volta pra pôr a sua casa em ordem pode se enquadrar na descrição de sobrevivência. Parece até que viver é só para os parasitas, que continuarâo em seu conforto sem progresso algum enquanto os seus respectivos hospedeiros assim permitirem. Quem é independente abre mão de certos luxos em sua vida para poder ir onde quiser, voltar quando quiser e hospedando quem quiser, por um curto prazo, é claro.
identidades
O tempo inteiro, a todo momento, pessoas mudam. De opinião, de aptidão, de intenção, de coração. Mudam. É a condição dinâmica natural da civilização humana. O amadurecimento intelectual depende da absorção de uma infinidade de informações que resultam na implementação e adoção de uma identidade x. E essa dita identidade, por sua vez, também se caracteriza pelo dinamismo. Dessa forma, podemos entender que, para que uma identidade seja considerada sólida e finalmente amadurecida num indivíduo y, serão necessárias outras identidades em um percentual razoável de quantidades, que seriam temporais e fragmentadas, possibilitando assim a evolução e inter-relação entre elas. Algumas dessas identidades seriam até bem características de determinadas faixas etárias.
Suponhamos então que, você, involuntariamente, já tenha adotado as mais distintas identidades na formação de sua identidade atual. Então:
- Você sabe quem você é?
- Você sabe quem gostaria de ser?
- Você saberia informar precisamente quantas identidades você já adotou até o presente momento?
- De quantas identidades você precisaria para finalmente descobrir quem você é?
- Você já sentiu alguma espécie de orgulho ou vergonha de alguma das identidades outrora por você adotadas?
- Você seria capaz de afirmar convictamente se algum dia já se espelhou em alguém, cuja identidade não fosse definitiva?
- Você consideraria a sua identidade atual como sendo a resultante de algo positivo proveniente de fatores negativos, ou de algo negativo proveniente de fatores positivos?
- Você consegue identificar a sua identidade atual?
*
Você imagina que fez bem mais além do que poderia. Você constatou que fez até mais do que deveria. Você pensou que já se conhecia. Você julgou que nada o influenciaria. Você presumiu que já havia aproveitado tudo aquilo que o beneficiaria. Você supôs haver finalmente encontrado algum sentido numa vida vazia.
Suponhamos então que, você, involuntariamente, já tenha adotado as mais distintas identidades na formação de sua identidade atual. Então:
- Você sabe quem você é?
- Você sabe quem gostaria de ser?
- Você saberia informar precisamente quantas identidades você já adotou até o presente momento?
- De quantas identidades você precisaria para finalmente descobrir quem você é?
- Você já sentiu alguma espécie de orgulho ou vergonha de alguma das identidades outrora por você adotadas?
- Você seria capaz de afirmar convictamente se algum dia já se espelhou em alguém, cuja identidade não fosse definitiva?
- Você consideraria a sua identidade atual como sendo a resultante de algo positivo proveniente de fatores negativos, ou de algo negativo proveniente de fatores positivos?
- Você consegue identificar a sua identidade atual?
*
Você imagina que fez bem mais além do que poderia. Você constatou que fez até mais do que deveria. Você pensou que já se conhecia. Você julgou que nada o influenciaria. Você presumiu que já havia aproveitado tudo aquilo que o beneficiaria. Você supôs haver finalmente encontrado algum sentido numa vida vazia.
motivos certos para vencer
As pessoas tendem a querer e escolher o que é melhor e mais conveniente para si, é claro. Tudo isso de acordo com as suas perspectivas na época e circunstância em vigor de suas vidas. Isso vai desde a escolha de um canivete qualquer, até o automóvel com melhor custo benefício da categoria. Isso vai desde a socialite mais cobiçada de bairro nobre, até a acompanhante de luxo mais requisitada da periferia. Isso vai desde a escolha de um banco com limite de crédito no cartão que seja compatível ao valor da cocaína que você usa, até a qualidade da cocaína com a qual você costuma formar carreiras com esse mesmo cartão. Tudo, tendo em vista primordialmente o melhor, de maior qualidade, com maior quantidade, de melhor rentabilidade, com as melhores vantagens. Até aí tudo bem, todo mundo tem esse direito. Até as vítimas das castas. O direito de querer. O poder de obtenção é mais complexo que isso, mas por enquanto vamos falar hipoteticamente. Vamos supor, pressupor, e provocar um estupor de pensamento, por apenas um momento.
Digamos que seu aperfeiçoamento nos quesitos profissional, cultural e físico sejam o reflexo do valor que você atribui a si próprio. E as vantagens obtidas mediante a obtenção de sucesso nesses quesitos não sejam nada mais nada menos que recompensa pela sua performance, correto? Assim, deduz-se que, quanto mais empenhado você for nesses aspectos, mais qualificado e atraente você será aos olhos alheios, entendido? Afinal, Quem não gostaria de se sentir almejável e promissor? Do que mais você precisa então?
Você precisa que essa sua realização pessoal seja realmente pessoal, e não ávida e sôfrega, como acontece na maioria das vezes, com a maioria das pessoas. O intuito dessa obtenção de atributos, sejam eles materiais ou físicos, para aumentar o poder de atração jamais estarão a par com os atributos intelectuais, de forma que a obtenção deste último garante uma rentabilidade muito mais proveitosa a qual os anteriormente citados de forma alguma desempenhariam tão eficazmente. Se você opta por se aperfeiçoar pelos motivos errados, esse aperfeiçoamento consequentemente será em prol de pessoas erradas. Daí, você poderá um dia ser bem-sucedido, destacado, apresentável, desejável, mas sem um propósito concreto e sem luz própria, já que a sua luz terá sido utilizada somente para iluminar o caminho até o momento em que você esbarrou em alguém. Não é a toa que os bens de consumo e as iscas são análogos em nossa sociedade. Logo, você é destacado materialmente, mas desvirtuado mentalmente. Irônico, não?
Contudo, entenda bem, eu não estou dizendo que você não deve galgar o seu sucesso ou lutar para conseguir aquilo que deseja; Apenas me daria muito por satisfeito se fizesse isso pelos motivos corretos.
Portanto: Redefina seus propósitos e faça mais uso do ''eu'' nas suas frases. Espelhe-se nos outros. Sem invejá-los. Se no seu mundo, que coincidentemente é o mesmo que o meu você julga ser isso impossível, é porque você está priorizando notar o sucesso de pessoas como eu, sem se preocupar com os recursos que pessoas como você já possuem e só precisam desenvolvê-los.
uma fração de segundos
Foi estranho. Dessa vez eu dispensei toda a ironia habitual, e daí me senti menos, menos..menos eu. E não sei o porquê, portanto nem se atreva a perguntar. Não resistiria e nem repetiria a boa ação duas vezes por dia, nem que deslocasse a mandíbula. Mas, desde já vou marcar na agenda pro próximo milênio.
Na minha mente, por uma fração de segundo apenas, surgiram as mais bem boladas respostas que você jamais formularia. Desceram rasgando goela abaixo, um massacre de comover. Não me atrevi a mastigá-las, pois o gosto deve ser uma merda. E aí, o que sobra? Um sorriso amarelo. A sobremesa. O prêmio de consolação. E a carta de rendição. Deveria ter engolido a seco também. E é só o que tem no menu. E ainda dizem por aí que eu não sou legal. Ela é a primeira da lista. E a última que vai ouvir um pedido de desculpas meu. Regras de etiqueta, falta de educação. Falar de boca cheia. De ironia e palavrão.
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